Ao exame, notamos tumoração endurecida e fixa, de aproximadamente 5 cm de diâmetro, dolorosa à palpação, pulsátil mas sem expansibilidade, sem sinais flogísticos, localizada no terço médio da coxa. Pulsos arteriais presentes. Ausência de varizes. Safena magna dilatada e discreto edema de todo o membro. Índices dopplerométricos superiores a 1,0 bilateralmente.
A flebografia, realizada há quatro meses, mostrava trombose na veia femoral superficial e circulação colateral no segmento ocluído, principalmente através da safena magna e duas perfurantes, abaixo e acima da lesão (Fig. 1).
| Fig. 1 - Flebografia de coxa direita. Oclusão segmentar da veia femoral, em seu terço médio. Circulação colateral pela safena magna e veias perfurantes, abaixo e acima da lesão |
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Fig. 2 - Ultra-sonografia da coxa direita. Corte axial. Massa sugestiva de hematoma na projeção dos vasos femorais
A ultra-sonografía (US) revelava, em corte axial, massa sugestiva de hematoma (Fig. 2) e em corte sagital (Fig. 3), sua íntima relação com a artéria femoral. Indicamos então a cirurgia, pensando tratar-se de neoplasia maligna, com trombose venosa secundária, por compressão extrínseca ou paraneoplásica, não descartando, entretanto, pseudoaneurisma de artéria femoral ou trombose em ectasia congênita da veia, hipóteses menos prováveis.
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Fig. 3 - Corte sagital da ultra-sonografia anterior. Revela a íntima relação da massa com a artéria femoral

Fig. 4 - Tomografia computadorizada da coxa direita. Região hipodensa no plano muscular ântero-interno
Portanto, para obter maiores detalhes, solicitamos tomografia computadorizada (TC), ressonância nuclear magnética (RNM) e realizamos arteriografia do membro inferior, enquanto eram realizados os demais exames pré-operatórios.
A TC (Fig. 4) mostrou a presença de área hipodensa, quando comparada aos tecidos vizinhos e ao membro contralateral, sobre o plano muscular do quadrante interno superior da coxa. A RNM em corte transversal (Fig. 5) confirmou o achado da TC e demonstrou o não comprometimento ósseo. Em plano coronal (Fig. 6), detalhou a massa, que apresentava um vaso em seu interior. Por último, a arteriografia não revelou alterações parietais ou luminares, mostrando apenas discreta estenose da femoral superficial, em seu terço médio (Fig. 7). |